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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Aula - Mitose

Oi pessoal! Esses vídeos são ótimos para dar uma revisada na aula. Como combinado, vou enviar para o email de vocês os slides! (:




segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Funções dos Aminoácidos

São as unidades fundamentais das PROTEÍNAS.
Todas as proteínas são formadas a partir da ligação em seqüência de apenas 20 aminoácidos.
Existem, além destes 20 aminoácidos principais, alguns aminoácidos especiais, que só aparecem em alguns tipos de proteínas.
Os aminoácidos são essenciais para a produção de mais de 50 mil proteínas e mais de 15 mil enzimas.

Os aminoácidos também influenciam em seu humor, concentração, agressividade, atenção, sono e desejo sexual.

Depois que uma proteína é consumida suas enzimas digestivas a quebram em aminoácidos. Os aminoácidos individuais são então usados para a criação de novas proteínas e enzimas.
Classificação Nutricional
Aminoácidos não-essenciais
Aminoácidos não-essenciais ou dispensáveis são aqueles que o corpo humano pode sintetizar.
Aminoácidos essenciais
Os aminoácidos essenciais são aqueles que não podem ser produzidos pelo corpo humano. Dessa forma, são somente adquiridos pela ingestão de alimentos, vegetais ou animais. São eles: fenilalanina, isoleucina, leucina, lisina, metionina, treonina, triptofano, histidina e valina.
Aminoácidos essenciais apenas em determinadas situações fisiológicas
Aminoácidos condicionalmente essenciais são os aminoácidos que devido a determinadas patologias, não podem ser sintetizados pelo corpo humano. Assim, é necessário obter estes aminoácidos através da alimentação, de forma a satisfazer as necessidades metabólicas do organismo. São eles: arginina, cisteína, glicina, glutamina, prolina, tirosina.

Algumas de funções são:
1.      Fenilalanina – maior percursor da tirosina, melhora o aprendizado, a memória, o temperamento e o alerta mental. É usado no tratamento de alguns tipos de depressão. Elemento principal na produção de colágeno, também tira o apetite;
2.      Leucina – usado como fonte de energia, ajuda a reduzir a queda de proteína muscular. Modula o aumento dos precursores neurotransmissores pelo cérebro, assim como a liberação das encefalinas, que impedem a passagem dos sinais de dor para o sistema nervoso. Promove cicatrização da pele e de ossos quebrados;
3.      Isoleucina – essencial na formação de hemoglobina. É usado para a obtenção de energia pelo tecido muscular e para prevenir perda muscular em pessoas debilitadas;
4.      Metionina – precursor da cistina e da creatina, ajuda a aumentar os níveis antioxidantes (glutathione) e reduzir os níveis de colesterol no sangue. Também ajuda na remoção de restos tóxicos do fígado e na regeneração deste órgão e dos rins;
5.      Valina – não é processado pelo fígado, mas é ativamente absorvido pelos músculos, sendo fundamental no metabolismo dos ácidos líquidos adiposos. Influencia a tomada, pelo cérebro, de outros neurotransmissores (triptofano, fenilalanina, tirosina).
6.      Serina – importante na produção de energia das células, ajuda a memória e funções do sistema nervoso. Melhora o sistema imunológico, produzindo imunoglobulinas e anticorpos;
7.      Prolina – é o ingrediente mais importante do colágeno. Essencial na formação de tecido de conexão e músculo do coração, é facilmente mobilizado para energia muscular;
8.      Treonina – desintoxicante, ajuda a prevenir o aumento de gordura no fígado. Componente importante do colágeno, é encontrado em baixos níveis nos vegetarianos;
9.      Alanina – é o componente principal do tecido de conexão, elemento intermediário do ciclo glucose-alanina, que permite que os músculos e outros tecidos tirem energia dos aminoácidos e obtenham sistema de imunização. Ajuda a melhorar o sistema imunológico;
10.  Tirosina – precursor dos neurotransmissores dopamina, norepinefrina e epinefrina. Aumenta a sensação de bem-estar.
11.  Histidina – absorve ultravioleta na pele. É importante na produção de células vermelhas e brancas, sendo usado no tratamento de anemias, doenças alérgicas, artrite, reumatismo e úlceras digestivas;
12.  Glutamina – é o aminoácido mais abundante, essencial nas funções do sistema imunológico. Também é importante fonte de energia, especialmente para os rins e intestinos durante restrições calóricas. No cérebro, ajuda a memória e estimula a inteligência e a concentração;
13.  Asparagina - está envolvido no controle metabólico das funções celulares em nervos e tecido encefálico.
14.  Lisina – inibe vírus e é usado no tratamento de herpes simples. Ajuda no crescimento ósseo, auxiliando a formação do colágeno, a fibra protéica que produz ossos, cartilagem e outros tecidos conectivos. Baixos níveis de lisina podem diminuir a síntese protéica, afetando os músculos e tecidos de conexão. Este aminoácido, combinado à vitamina C, forma a l-carnitina, um bioquímico que possibilita ao tecido muscular usar oxigênio com mais eficiência, retardando a fadiga;
15.  Ácido Aspártico – reduz os níveis de amônia depois dos exercícios, auxiliando na sua eliminação, além de proteger o sistema nervoso central. Ajuda a converter carboidratos em energia muscular e a melhorar o sistema imunológico;
16.  Ácido Glutâmico – precursor da glutamina, prolina, ornitina, arginina, glutathon e gaba, é uma fonte potencial de energia, importante no metabolismo do cérebro e de outros aminoácidos. É conhecido como o "combustível do cérebro". Também é necessário para a saúde do sistema nervoso;
17.  Cisteína – em conjunto com outras substâncias, auxilia na desintoxicação do organismo, aumentando a eficiência do processo de recuperação e resistência a doenças. Por isso, ajuda a prevenir danos oriundos do álcool e do tabaco. Estimula a atividade das células brancas no sangue. É a principal fonte de enxofre em uma dieta. Auxilia também no crescimento dos cabelos, unhas e na conservação da pele;
18.  Triptofano – é utilizado pelo cérebro na produção de serotonina, um neurotransmissor que leva as mensagens entre o cérebro e um dos mecanismos bioquímicos do sono existentes no organismo, portanto oferecendo efeito calmante. Encontrado nas fontes de comidas naturais, promove sonolência, por isso deve ser consumido à noite;
19.  Arginina – pode aumentar a secreção de insulina, glucagon e GH. Ajuda na reabilitação de ferimentos, na formação de colágeno e estimula o sistema imunológico. É precursor da creatina e do ácido gama amino buturico (GABA , um neurotransmissor do cérebro). Pode aumentar a contagem de esperma e a resposta T-lymphocyte. Vital para o funcionamento da glândula pituitária, deve ser tomada antes de dormir. Ela aumenta a produção do hormônio do crescimento;

20.  Glicina – ajuda na fabricação de outros aminoácidos e é parte da estrutura da hemoglobina e citocromos (enzimas envolvidas na produção de energia). Tem um efeito calmante e é usado muitas vezes para tratar pessoas maníaco-depressivas e agressivas. Reduz a vontade de comer açúcar. Também é necessário para a conservação da pele e dos tecidos musculares;



Exemplos de outros aminoácidos:
Cistina – é essencial para a formação de pele e cabelo. Contribui para fortalecer o tecido de conexão e ações antioxidantes no tecido, ajudando na recuperação. Estimula atividade das células brancas no sangue e ajuda a diminuir a dor de inflamação;
Taurina – ajuda na absorção e eliminação de gorduras. Atua como neurotransmissor em algumas áreas do cérebro e retina. Colabora para uma melhor absorção da creatina pelo organismo;
Ornitina – ajuda aumentar a secreção de hormônio do crescimento. Em doses altas, ajuda no sistema imunológico, nas funções do fígado e na cicatrização;

domingo, 8 de maio de 2011

Aula Meiose e Gametogêne

A apostila de meiose está no email de vocês e de Gametogênese vou postar aqui o mesmo esqueminha, mas com as imagens coloridas :)

GAMETOGÊNESE

- Espermatozoides são células pequenas que perderam grande parte do seu citoplasma durante a formação. Eles são bastante ativos e se movimentam graças ao batimento de um longo flagelo.

- Óvulo é uma célula maior que o espermatozoide e que não possui movimento próprio. O grande tamanho dos óvulos de muitas espécies deve-se ao fato de essas células armazenarem grânulos de substâncias nutritivas, que constituem o vitelo. A função do vitelo é nutrir o embrião que surgirá na fecundação.

- O processo de formação de gametas é denomina
do gametogênese. A gametogênese masculina é ch
amada de espermatogênese e a feminina de ovulogênese (ou ovogênese).

Gônias e período de multiplicação
As células que produzem gametas estão predestinadas a essa função desde o começo da vida de um embrião. Células germinativas primordiais,
diploides (2n), migram para a região das futuras gônadas embrionárias (testículo ou ovário), o
nde se especializam. Nos machos, as células germinativas primordiais formam espermatogônias, enquanto nas fêmeas originam ovogônias.
Espermatogônias e ovogônias multiplicam-se por mitose. Nos machos de mamíferos, a multiplicação continua durante toda a vida, embora seja mais intensa depois da maturidade sexual, declinando na velhice. Já nas fêmeas
de mamíferos, o período de multiplicação das ovogônias geralmente se restringe à vida intra-u
terina ou à juventude. A diferença entre a multiplicação das gônias dos machos e das fêmeas explica porque o número de gametas produzidos é significantemente maior nos machos. Na espécie humana, por exemplo, a mulher libera apenas um óvulo por mês, aproximadamente entre os 12 e os 50 anos de vida. Já o homem el
imina, a cada ato sexual, cerca de 350 milhõe
s de espermatozoides. A produção de gametas no homem inicia-se aos 14 anos e perdura até os 60, ou mesmo além dessa idade.

Citos I e II, período de crescimento e meiose
- Nos machos, após a maturidade sexual, grupo
de espermatogonias continuam a se multiplicar, enquanto outros crescem e se transformam em espermatócitos primários (ou espermatócitos I, ou de 1° ordem).
Nas fêmeas as ovogonias crescem muito, devido ao acumulo de vitelo, e transformam-se em ovócitos primários (ou ovócitos I, ou de 1° ordem). Em aves e répteis, por exemplo, os ovócitos tornam-se muito grandes, constituindo a gema dos ovos.

- Durante a fase de crescimento, ou logo após, tanto os espermatócitos quanto os ovócitos duplicam os cromossomos e iniciam a meiose.

Meiose nos machos:
- Nos machos, a MEIOSE I da meiose leva à form
ação de duas células de mesmo tamanho, os
espermatócitos secundários (ou espermatócitos II, ou de 2° ordem). Cada espermatócito secundário, pela MEIOSE II, origina duas células do mesmo tamanho, as espermátides.
- As espermátides passam por um processo de e
specialização, denominado espermiogênese, e se transformam em espermatozoides.

Meiose nas fêmeas:
- Nas fêmeas, as duas células formadas no fim da MEIOSE I são muito diferentes entre si. Uma delas recebe praticamente todo o citoplasma e vitelo, e passa a ser chamada de ovócito secundário (ou ovócito II, ou de 2° ordem). A outra célula, apesar do núcleo normal, quase não tem citoplasma; sua aparência é de um peque
no glóbulo aderido a um pólos do ovócito II, daí ser chamada de glóbulo (ou corpúsculo) polar I.

- Na espécie humana, como em grande parte dos animais, a meiose feminina só termina se ocorrer fertilização. Quando a mulher “ovula”, por exemplo, seu ovário libera um ovócito estacionado na METAFASE II, e um não um óvulo propriamente dito. Somente após a penetração do espermatozoide, que estimula o ovócito II, a meiose prossegue.

- O ovócito II, após a MEIOSE II, origina duas células de tamanho desigual, como na divisão anterior. Uma das células é grande, e passa a ser chamada de óvulo; a outra é pequena e constitui o glóbulo polar II.



sexta-feira, 15 de abril de 2011

Aula - Mitose

Como entreguei a vocês o resuminho impresso com desenhos, achei esses vídeos super legais e ótimos para dar uma revisada nessa matéria que pode confundir um pouquinho vocês! Bons estudos. :)




Aula - Núcleo celular

A pedidos, estou postando aqui a aula anterior a de hoje ;)

-
O núcleo é o centro de controle das atividades celulares e o “arquivo” das informações hereditárias, que a célula transmite às suas filhas ao se reproduzir.


Os componentes do núcleo

O núcleo das célula que não estão em processo de divisão apresenta um limite bem definido, devido à presença da carioteca ou membrana nuclear, visível apenas ao microscópio eletrônico.

A maior parte do volume nuclear é ocupada por uma massa filamentosa denominada cromatina. Existem ainda um ou mais corpos densos (nucléolos) e um líquido viscoso (cariolinfa ou nucleoplasma).

A carioteca

A carioteca (do grego karyon, núcleo e theke, invólucro, caixa) é um envoltório formado por duas membranas lipoprotéicas cuja organização molecular é semelhante as demais membranas celulares. Entre essas duas membranas existe um estreito espaço, chamado cavidade perinuclear.

A face externa da carioteca, em algumas partes, se comunica com o retículo endoplasmático e, muitas vezes, apresenta ribossomos aderidos à sua superfície. Neste caso, o espaço entre as duas membranas nucleares é uma continuação do espaço interno do retículo endoplasmático.

Poros da carioteca

A carioteca é perfurada por milhares de poros, através das quais determinadas substâncias entram e saem do núcleo. Os poros nucleares são mais do que simples aberturas. Em cada poro existe uma complexa estrutura protéica que funciona como uma válvula, abrindo-se para dar passagem a determinadas moléculas e fechando-se em seguida. Dessa forma, a carioteca pode controlar a entrada e a saída de substâncias.

A face interna da carioteca encontra-se a lâmina nuclear, uma rede de proteínas que lhe dá sustentação. A lâmina nuclear participa da fragmentação e da reconstituição da carioteca, fenômenos que ocorrem durante a divisão celular.

A cromatina

A cromatina (do grego chromatos, cor) é um conjunto de fios, cada um deles formado por uma longa molécula de DNA associada a moléculas de histonas, um tipo especial de proteína. Esses fios são os cromossomos.

Quando se observam núcleos corados ao microscópio óptico, nota-se que certas regiões da cromatina se coram mais intensamente do que outras. Os antigos citologistas já haviam observados esse fato e imaginado, acertadamente, que as regiões mais coradas correspondiam a porções dos cromossomos mais enroladas, ou mais condensadas, do que outras.

Para assinalar diferenças entre os tipos de cromatina, foi criado o termo heterocromatina (do gregoheteros, diferente), que se refere à cromatina mais densamente enrolada. O restante do material cromossômico, de consistência mais frouxa, foi denominado eucromatina (do grego eu, verdadeiro).


A estrutura dos cromossomos

Cromossomos da célula interfásica

O período de vida da célula em que ela não está em processo de divisão é denominado interfase. A cromatina da célula interfásica, como já foi mencionada, é uma massa de filamentos chamados de cromossomos. Se pudéssemos separar, um por um, os cromossomos de uma célula interfásica humana, obteríamos 46 filamentos, logos e finos. Colocado em linha, os cromossomos humanos formariam um fio de 5 cm de comprimento, invisível ao microscópio óptico, uma vez que sua espessura não ultrapassa 30 nm.

Constituição química e arquitetura dos cromossomos

Descobrir a natureza química dos cromossomos foi uma árdua tarefa que mobilizou centenas de cientistas e muitos anos de trabalho. O primeiro constituinte cromossômico a ser identificado foi o ácido desoxirribonucléico, o DNA.

Em 1924, o pesquisador alemão Robert J. Feugen desenvolveu uma técnica especial de coloração que permitiu demonstrar que o DNA é um dos principais componentes dos cromossomos. Alguns anos mais tarde, descobriu-se que a cromatina também é rica em proteínas denominadas histonas.

Cromossomos da célula em divisão

Quando a célula vai se dividir, o núcleo e os cromossomos passam por grandes modificações. Os preparativos para a divisão celular têm inicio com a condensação dos cromossomos, que começam a se enrolar sobre si mesmos, tornando-se progressivamente mais curtos e grossos, até assumirem o aspecto de bastões compactos.

Constrições cromossômicas

Durante a condensação cromossômica, as regiões eucromáticas se enrolam mais frouxamente do que as heterocromáticas, que estão condensadas mesmo durante a interfase. No cromossomo condensado, as heterocromatinas, devido a esse alto grau de empacotamento, aparecem como regiões “estranguladas” do bastão cromossômico, chamadas constrições.


sexta-feira, 11 de março de 2011

Vídeo - interior da célula

Encontrei esse vídeo no youtube e achei suuuuper interessante! Foi produzido pela Universidade de Harvard e mostra como é o movimento interno da célula, suas partes e como interagem.
Vale a pena conferir. ;)


sexta-feira, 4 de março de 2011

Membrana plasmática e algumas organelas

Então galera, como prometido está aqui o resto da matéria de ontem e a de hoje! Os exercícios eu envio para o email de vocês durante esse feriado, ok?! :)

- Citoplasma
O citoplasma é o espaço intra-celular entre a membrana plasmática e o envoltório nuclear em seres eucariontes, enquanto nos procariotos corresponde a totalidade da área intra-celular. O citoplasma é preenchido por uma matéria coloidal e semi-fluída denominada hialoplasma.[Aquele fluido que fica entre as organelas no caso dos seres eucariotos]

Membrana Plasmática

Uma célula viva é um compartimento microscópico, isolado do ambiente por pelo menos uma barreira: a membrana plasmática. Está é uma película extremamente fina e delicada.

A membrana plasmática é a principal responsável por manter a identidade química da célula; é ela quem controla constantemente o tipo de substância que entra ou sai. Por isso, dizem, que ela tem permeabilidade seletiva. Permeável, já que as substâncias podem atravessá-la; seletiva porque "decide" o que entra e o que sai.

-Composição: fosfolipídios e proteínas lipoprotéica.

#Tipos de transporte da membrana:
-Transporte passivo (sem gasto de energia - ATP)
* Osmose
A água se movimenta livremente através da membrana, sempre do local de menor concentração de soluto para o de maior concentração. [Lembram que eu falei que a membrana é permeável à água?!]

*Difusão simples
Movimentação das moléculas no sentido da solução mais concentrada para a menos concentrada, a favor de um gradiente de concentração, afim de igualar as concentrações de dentro e fora da célula. Pequenas moléculas como a água, o oxigênio e o gás carbônico entram na célula por difusão simples.

*Difusão facilitada
Algumas substâncias entram nas células a favor do gradiente de concentração e sem gasto de energia, mas com uma velocidade muito maior do que a que seria esperada se a entrada ocorresse por difusão simples. Nas células, isso acontece, por exemplo, com a glicose, com os aminoácidos e com algumas vitaminas.
As substâncias "facilitadoras", presentes nas membranas celulares, são as permeases, e têm natureza protéica.

- Transporte ativo (com gasto de energia - ATP)

Os mecanismos de transporte ativo agem como "portas giratórias", que recolhem uma substância em uma das faces da membrana e a soltam na outra face.
Alguns mecanismos realizam uma troca de partículas, levando uma de dentro para fora e outra de fora para dentro. Um exemplo desse tipo de transporte é a bomba de sódio e de potássio, que recolhe um íon sódio na face interna da membrana e o solta no lado de fora da célula. Na face externa, prende-se a um íon potássio, que é lançado no meio intracelular. Esse mecanismo permite que a célula mantenha alta concentração de potássio dentro da célula e alta concentração de sódio no meio extracelular.
A energia empregada pelos mecanismos de transporte ativo vem do ATP, produzido nas mitocôndrias, durante a respiração celular.



Organelas celulares

- Ribossomos
São pequenos grânulos formados por RNA ribossômico associado à proteína.
Função: o ribossomo é a sede da síntese protéica.

- Retículo Endoplasmático
Todo o citoplasma é atravessado por uma vasta rede de canais membranosos que compõem o retículo endoplasmático. As partes do retículo que contam com ribossomos aderidos em suas membranas formam o retículo endoplasmático rugoso ou ergastoplasma, importante sede da produção das proteínas. As regiões nas quais o retículo não mostra ribossomos aderidos constituem o retículo endoplasmático liso. Esse retículo está associado à produção de lipídios, incluindo esteróides como os hormônios estrógeno, progesterona e testerona. Participa também da inativação de numerosas substâncias tóxicas, como alguns medicamentos.
Por se tratar de um sistema de canais, o retículo endoplasmático permite uma fácil e rápida distribuição de materiais entre as diversas partes da célula.

- Sistema golgiense (ou complexo de golgi)
É uma estrutura membranosa que assemelha-se a uma pilha de sacos cheios.
Funções:
* Transformar, empacotar e enviar subtâncias para outras regiões celular;
* Formação do acrossomo do espermatozóide;
* Síntese de polissacarídeos.

O retículo endoplasmático são essas dobraduras perto do núcleo do lado direito. Reparem os pontinhos brancos, são os ribossomos!
O complexo de golgi (ou sistema golgiense) está do outro lado e se parece bastante com o retículo endoplasmático.
Além de estarem no retículo, os ribossomos tambéms estão espelhados pelo citoplasma, são todos esses pontinhos aí na figura.

Dá pra notar também o hialoplasma entre as organelas.

Bom feriado!!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Introdução a citologia

- A primeira descoberta
Em 1660, o microscopista italiano Marcello Malpighi observou, pela primeira vez, os vasos capilares sangüíneos presentes na cauda de peixes. Malpighi é considerado ainda hoje como o precursor da embriologia e da histologia, e sua descoberta foi de grande importância para elucidar uma importante questão da fisiologia animal.
Na época, acreditava-se que o sangue era produzido pelos intestinos, viajava para o fígado e coração, de onde era distribuído pelas veias para ser consumido pelo corpo. Em 1639, o médico inglês William Harvey formulou uma teoria afirmando que o sangue circulava continuamente pelo corpo, impulsionado pelo coração. Faltava apenas descobrir a conexão entre as artérias ( o caminho de ida do sangue) e as veias ( o caminho de volta do sangue), o que foi feito por Malpighi em 1660.

- As "células" de Hooke
Em 1663, o cientista inglês Robert Hooke dedicou-se à observação da estrutura da cortiça, para tentar descobrir o que fazia dela um material tão leve e flutuante. Então, teve a idéia de cortá-la em fatias finas o bastante para que pudessem ser observadas ao microscópio. Através das lentes de aumento, ele constatou que a cortiça era formada por um grande número de cavidades preenchidas com ar. Dois anos depois, Hooke publicou a obra Micrographia, onde denominou as estruturas ocas de "células".
Na mesma época em que Hooke publicou a Micrographia, começaram a surgir outras obras sobre a observação microscópica, principalmente dos vegetais. Os cientistas usavam o termo célula para muitas outras estruturas, além de usarem expressões como "poros microscópicos", "bolhas", "sáculos" e "utrículos".


-Descobrindo as células
As pesquisas sobre a estrutura dos vegetais avançaram tanto que, a partir da segunda década do século XVIII, já havia um consenso de que as plantas eram formadas por espaços microscópicos. Essas estruturas eram tão variadas que pensava-se não constituírem uma estrutura básica única, partilhada por todos os vegetais. Durante muito tempo houve polêmica: seriam os vegetais formados por células, ou por um tecido no qual as células não passavam de meras cavidades? Somente em 1805 foi possível isolar as células, confirmando-se sua individualidade e resolvendo a questão.
Nada disso foi levado em conta por Robert Hooke, que interpretou de um modo muito diferente os poros que observou na cortiça. Contudo, deve-se a ele o pioneirismo da observação e a criação do termo célula.

-As células animais
Em 1673, o microscopista Leeuwenhoeck observou as primeiras células animais: os glóbulos vermelhos de sangue. Por serem as células animais muito menores, pensava-se na época que apenas o sangue era formado por estruturas microscópicas. Inicialmente, os glóbulos não foram considerados células, pois os cientistas não esperavam encontrar estruturas básicas em comum para animais e vegetais. Por algum tempo, os glóbulos continuaram a ser observados em várias partes dos animais, como nervos, músculos e pele, mas não se suspeitava que os tecidos fossem formados totalmente por essas estruturas.


- Por dentro da célula
A partir de 1744, os cientistas começaram a pesquisar uma substância viscosa encontrada no interior de várias microestruturas animais. Quatorze anos depois, a mesma substância foi reconhecida nas microestruturas vegetais, reafirmando a similaridade entre as células animais e vegetais. Em 1860, a substância recebeu o nome oficial de protoplasma, e passou a suspeitar-se que ela estaria presente em todos os seres vivos.


-O núcleo celular
Os estudos sobre o núcleo das células também foram importantes para a compreensão de seu papel nos seres vivos. O núcleo já havia sido observado por Leewenhoeck em 1700, mas somente no final do século XVIII passou a ser considerado parte das células. O exame mais detalhado do núcleo levou à descoberta, em 1781, de uma outra estrutura em seu interior, mais tarde batizada de nucléolo. Em 1836, os cientistas reconheceram a presença do núcleo em todas as células do tecido humano, com exceção das hemácias.

A teoria celular
Em 1839, o zoólogo alemão Theodor Schwann publicou a obra Investigações Microscópicas sobre a Estrutura e Crescimento dos Animais e das Plantas, que passou a ser conhecida como a Teoria Celular. Na obra, Schwann afirma que todos os tecidos animais e vegetais são formados por células. Ele se baseou no fato da presença do núcleo em todos os tipos de células, e na obediência a um processo básico comum de formação comandado pelo núcleo.
Schwann identificou a célula como a base das funções vitais dos organismos. Para ele, as células tinham dois tipos de atividades: uma plástica, responsável pelo crescimento, e outra metabólica, responsável pela transformação das substâncias intercelulares em elementos das células. Sua teoria foi bastante modificada pelas descobertas do século XX. Atualmente, sabe-se que a divisão celular é o único processo responsável pela formação de novas células. Contudo, seu trabalho provou que há uma unidade no mundo vivo e que ela reside na célula.
É pela organização que os seres vivos distinguem-se dos demais elementos da natureza. Numa resposta crítica ao mecanicismo, a nova teoria afirmava que cada ser vivo era um organismo cujos componentes encontravam-se, não apenas reunidos, mas integrados.
A teoria celular expressava ainda um debate mais amplo sobre as relações entre o indivíduo e a sociedade. Ao contrário dos filósofos da natureza, que consideravam a comunidade como um todo orgânico e os seres vivos como um todo indivisível, os adeptos da nova teoria defenderam que o organismo não poderia mais ser encarado como uma autocracia. Seria um "estado celular", uma coletividade em que "cada célula seria um cidadão", como afirmava o cientista alemão Theodor Schwann.